Mostrando postagens com marcador YouTube. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador YouTube. Mostrar todas as postagens

Reencarnação - Igreja Católica e a Comunicação Com os Mortos

Olá amigos, transcrevo aqui um e-mail do companheiro Valdir


James-M-HustonAmigos(as),

Há conceitos e dogmas que simplesmente não resistem à força dos fatos. No link abaixo, podemos ver uma reportagem exibida no "Fantástico" da Rede Globo sobre o "Museu das Almas" no Vaticano. É a comprovação de que a Igreja Católica acredita na comunicação com os "mortos". Destaque especial para o final da matéria, quando a repórter Ilze Scamparini entrevista um dos mais conceituados teólogos do Vaticano, o padre Gino Concetti. Prestem bem atenção no que ele fala sobre a possibilidade de nos comunicarmos com os espíritos e sobre o Espiritismo. É realmente "fantástico" por ter vindo do Vaticano.




Veja também


A Igreja Católica e a Comunicação com os Mortos
http://video.google.com/videoplay?docid=-8978181803097085866

Outro assunto: reencarnação. Na última semana, meu amigo Evamar me enviou um link de um programa sobre os casos de reencarnação catalogados e estudados pela equipe de cientistas da Universidade da Virgínia nos EUA. O Dr. Ian Stevenson foi um dos grandes pesquisadores sobre este assunto e deixou-nos um legado fabuloso. Durante o feriado, consegui mais um link sobre este assunto, desta vez no Youtube. Diante de casos tão bem pesquisados e documentados, gostaria que alguém me prove que há uma resposta melhor para eles do que a reencarnação...

Discovery Channel - Casos estudados por cientistas da Universidade da Virgínia (EUA)
http://www.rcespiritismo.com.br:80/index.php?option=com_content&task=view&id=402
http://www.youtube.com/watch?v=a_Bpf5i-e-E

E os links abaixo.... ah, sobre esses eu estava ansioso para contar a vocês. Estou no finalzinho do livro "A Volta". Comprei-o nas Lojas Americanas sem muito entusiasmo. É um livro excepcional, e não é espírita! Se já tínhamos um caso confirmado de reencarnação (vide livro e filme "Minha Vida na Outra Vida"), "A Volta" é um caso fartamente documentado sobre a reencarnação do piloto da 2ª Guerra James M. Huston Jr. Para mim, particularmente, o livro é muito emocionante, pois trata de dois assuntos que são minhas grandes paixões: a Segunda Grande Guerra Mundial e a Reencarnação. Gente, esse vale a pena ler. Os links são de entrevistas concedidos por Bruce e Andrea Leininger, pais de Jaime, o garoto que é a reencarnação do piloto.

Livro: A Volta - A incrível e real história da reencarnação de James M. Huston Jr.
http://www.youtube.com/watch?v=AQcegAnZwe8
http://www.youtube.com/watch?v=jxDEWiPgKjc

Abraços,

Valdir Pedrosa

As Obras Básicas do Espiritismo, também em Áudio

As obras que foram a base do espiritismo



Obras basilares:

  • O Livro dos Espíritos (e-book) (aqui)
  • O Livro dos Médiuns (audiobook eletrônico e e-book) (aqui)
  • O Evangelho Segundo o Espiritismo (e-book) (aqui)
  • O Céu e o Inferno (audiobook eletrônico e e-book) (aqui)
  • A Gênese (e-book) (aqui)
  • O Que é o Espiritismo (aqui)
  • Obras Póstumas (aqui)
  • Revista Espírita - todas as publicações (aqui) “jornal” que esteve sob sua direção por 12 anos;





Aproveite e veja como tudo começou nesse vídeo


Além das Obras Básicas da Codificação Espírita, Allan Kardec contribuiu com outros livros básicos de iniciação doutrinária, como:
  • A obsessão
  • Catálogo racional para a criação de uma biblioteca espírita
  • Instruções práticas sobre as manifestações espíritas
  • O espiritismo em sua mais simples expressão
  • Resumo da lei dos fenômenos espíritas
  • Viagem espírita em 1862

Fonte principal dos textos: material da campanha Comece pelo Começo, da USE-SP (União das Sociedades Espíritas do Estado de São Paulo).

Lar da Caridade pede ajuda


APARECIDA CONCEIÇÃO FERREIRA

Conhecido por espíritas e não-espíritas por seu trabalho de auxílio ao próximo, sobretudo a portadores da grave doença dermatológica pênfigo-foliáceo, o popularmente chamado “fogo-selvagem”, o Lar da Caridade, de Uberaba, no Triângulo Mineiro, está enfrentando sérias dificuldades.

Fundado em 1957, vive hoje um dos seus momentos mais delicados, sobretudo por conta da crise mundial, que levou muitos colaboradores a suspenderem as suas contribuições. Para se ter uma idéia da gravidade da situação, a folha de pagamento da instituição está em aberto desde janeiro e as dívidas ao mês podem chegar a R$55 mil.


Veja também:

Se algo não for feito rápido, o futuro do Lar pode até estar ameaçado.

Segundo Elvécio Lorena da Silva, contador da instituição, as dificuldades se tornaram maiores depois da desencarnação de Chico Xavier. “Muitas caravanas, de todo o Brasil, deixaram de vir a Uberaba, onde também visitavam o Lar da Caridade e traziam sua ajuda” – explica.

Para quem não conhece, o Lar da Caridade nasceu depois que Aparecida Conceição Ferreira, ou, simplesmente, Dona Aparecida, hoje com 94 anos, decidiu levar para sua casa os portadores de pênfigo atendidos no hospital onde trabalhava como enfermeira, os quais iriam ficar desamparados depois que a direção da entidade decidiu acabar com o atendimento a este tipo de problemática.

Socorrida , então, por amigos, dentre os quais Chico Xavier e o repórter Saulo Gomes, da extinta TV Tupi, conseguiu erguer o Hospital do Fogo-Selvagem, que mais tarde passou a se chamar Lar da Caridade. Nessa instituição, que em determinado instante de sua história chegou a atender cerca de 300 pessoas, entre carentes e portadores do pênfigo, hoje apenas umas 20 com esse tipo de patologia se encontram sob cuidados.

Contudo, fazendo jus ao seu nome, o Lar da Caridade, ao longo dos anos, foi expandindo as atividades, passando a beneficiar também crianças e jovens, famílias, idosos, deficientes físicos e mentais, que hoje perfazem um total de 50 pessoas atendidas diretamente, fora a comunidade carente que com freqüência bate às suas portas à procura de auxílio.

São realmente bastante diversificados os trabalhos realizados pela instituição, que vão muito além do já conhecido atendimento aos portadores de pênfigo. Dentre eles figuram, por exemplo, a manutenção de uma escola de Ensino Fundamental, com o apoio da prefeitura local; programas de reforço escolar; aulas de informática; desenvolvimento de projetos voltados à educação, cultura e lazer para a comunidade carente; abrigo de crianças e adolescentes em risco social que lhe são encaminhados pela Vara da Infância e Juventude de Uberaba; atendimento clínico, psicológico e odontológico, tudo de forma gratuita, inclusive com o fornecimento de medicamentos mediante receita médica; assistência a hansenianos; curso profissionalizante no ramo de calçados; manutenção de uma confecção para consertos e produção de roupas usadas pelos assistidos; marcenaria, para reparos, reforma e produção de móveis; e distribuição de sopa, cestas-básicas e enxovais para recém nascidos.

O Lar da Caridade – Hospital do Fogo Selvagem é presidido atualmente por Ivone Aparecida Vieira da Silva, neta de Dona Aparecida, que hoje ocupa a vice-presidência da instituição, localizada na Rua João Alfredo, 437 – Abadia – CEP 38025-300 Uberaba, MG. Doações, de qualquer valor, podem ser feitas pelas seguintes contas-correntes: 3724-9, agência 3278-6, do Banco do Brasil; e 14572-6, agência 0264-0, do Bradesco. O CNPJ da instituição é 25440835/0001-93. Outras informações, pelo telefone (34) 3318-2900 ou através dos correios eletrônicos fogoselvagem@terra.com.br e larcaridade@hotmail.com.

Outras informações no ajuda brasil.

Fonte: SEI - Serviço Espírita de Informação n.º 2140
Jornal Espírita On-Line de Uberaba – Nº 33 – junho/2009 6

O Livros dos Médiuns

Veja também: Obras Básicas, O Espiritismo, Audiobook, Palestras Espíritas
OLivroDosMediuns
Este livro reúne o ensino especial dos Espíritos Superiores sobre a explicação de todos os gêneros de manifestações, os meios de comunicação com os espíritos, o desenvolvimento da mediunidade, as dificuldades e os tropeços que eventualmente possam surgir na prática mediúnica.

O Livros dos Médiuns

É constituído de duas partes: Noções preliminares e Das manifestações espíritas.

Dentre os vários assuntos que aborda, destacam-se: provas da existência dos Espíritos, o maravilhoso e o sobrenatural, modos de ser e proceder com os materialistas, três classes de espíritos, ordem a que devem obedecer os estudos espíritas: a ação dos Espíritos sobre a matéria, manifestações inteligentes, as mesas girantes, manifestações físicas, visuais, bicorporeidade, psicografia, laboratório do mundo invisível, ação curadora, lugares assombrados (com comentários sobre o exorcismo) tipos de médiuns e sua formação, perda e suspensão da mediunidade, inconvenientes e perigos da mediunidade, a influência do meio e da moral do médium nas comunicações espíritas, mediunidade nos animais, obsessão e meios de a combater, trata também de assuntos referentes à identidade dos Espíritos, às evocações de pessoas vivas, à telegrafia humana, além de vários temas intimamente relacionados com o Espiritismo experimental.

Não menos importante são os capítulos dedicados às reuniões nas sociedades espíritas, ao regulamento oficial da Sociedade Parisiense de Estudos Espíritos e ao Vocabulário Espírita.

Como se observa, o Livro dos Médiuns é a obra básica da Ciência Espírita, graças a ele, o espiritismo firmou-se como Ciência Experimental.

Embora publicado há mais de 100 anos, seu conteúdo é atual, seus ensinamentos permitem ao leitor estabelecer relações evidentes da Ciência Espírita com várias conquistas científicas da atualidade.

    O Passe (Ilumina) - Música



    Música utilizada na harmonização de ambiente durante aplicação do passe, no Centro Espírita Humildade e Amor - Rua Cisplatina, 147 - Irajá - Rio de Janeiro.


    Veja também:

    No Centro Espírita Humildade e Amor, Rio de Janeiro, um amigo cantor Lourenço Cantineto, executa uma canção muito linda na hora da aplicação de passe magnético.

    Trago um sonho que é divulgar essa música para o mais longe possível, ou, pelo menos, que outros locais possam dela se utilizar.

    Acredite que não há qualquer outro objetivo senão divulgar uma bela música.

    Abraço fraterno
    Jorge Carriço Rentroia
    Rio de Janeiro - Brasil

    Caro Jorge, abrimos o espaço que você nos requisitou.
    Paz e Luz

    Chico Xavier - Trailer do filme de Daniel Filho


    Trailer

    Em fevereiro, inicia em Minas Gerais pesquisa para um novo projeto do diretor Daniel Filho, coordenador da "Globo Filmes": filmar a vida do médium Chico Xavier. “Não sou espírita, nem católico. Sou materialista. Estou mais para física quântica que para espiritualismo. Mas a insistência dos espíritas para que fizesse o filme me comoveu. É a história interessante de um homem abnegado, um tema que merece atenção”, explica.

    Veja também:

    Daniel conheceu pessoalmente o médium mineiro. “Chico Xavier é um dos homens mais importantes do Brasil. Vou mostrar o ser humano, o homem que tem aura, que puxa para si a responsabilidade de paz e de espiritualidade, no sentido de paternidade. Quero manter o respeito que os brasileiros têm por esse homem humilde, que disse que só queria ir embora quando o povo estivesse feliz. Por coincidência, morreu aos 92 anos, no dia em que o Brasil ganhou a Copa do Mundo de 2002”, observa.

    Para ele, o melhor momento do cinema é a hora de filmar. “O resto é trabalho”, diz. Daniel compara o cinema à música, a direção à regência de orquestra. O mais importante, na opinião dele, é a boa história. Por isto, justifica, a escolha pela biografia do médium, baseada no livro "As Vidas de Chico Xavier", de Marcel Souto Maior.

    João Carlos Daniel, filho único de pais artistas, começou ainda criança trabalhando em circo, e não parou mais. Fez de tudo – foi ator, diretor, produtor e criador de programas e novelas – até se tornar um dos homens mais importantes da televisão do país. “Não fui criado pela Globo, sou um dos criadores dela”, afirma, com orgulho. Aos 71 anos, Daniel experimenta momento especialmente feliz. “Sempre quis viver de cinema e estou tendo essa possibilidade. Apesar de acharem meus filmes antigos, rejuvenesci. A vida tem jeito depois dos 60”, brinca. Jogando em várias posições, ele participou de quase 40 filmes, projetos desenvolvidos desde 1999. Estima-se que essas produções bateram a casa dos 9 milhões de espectadores.

    Daniel dirigiu Se eu fosse você 1 e 2. Foi ele quem reuniu os atores Glória Pires e Tony Ramos, que nunca tinham trabalhado juntos na telona. Têm o dedo dele trabalhos indicados ao Oscar, como o longa Cidade de Deus, de Fernando Meirelles, do qual foi co-produtor. A lista de sucessos é grande: 2 filhos de Francisco, Auto da Compadecida, Carandiru e Vinicius, para ficar nos títulos mais conhecidos. “Amo cinema como um todo. Sou fã, rato de cinema – não de cinemateca. Fazer televisão foi só uma forma de pagar as contas”, afirma.

    Resenha do site www.partidaechegada.com

    Palestra - Qualidade na Prática Mediúnica

    Neste Workshop, Divaldo elucida com clareza e objetividade pontos fundamentais do sempre atual tema da mediunidade. Com o seu estilo dinâmico oferece-nos apontamentos esclarecedores acerca do animismo, personismo, mediunismo, sonambulismo, epilepsia, níveis de consciência, o comportamento do médium, do dirigente da reunião mediúnica e do doutrinador, o sono na reunião mediúnica, técnicas de concentração, a reunião mediúnica no plano espiritual, entre outras questões palpitantes. Responde com riqueza de informações às perguntas formuladas ao vivo, pelos participantes do evento, sobre pontos relevantes da mediunidade.

    Se preferir, ouça as palestras pelo YouTube
    Qualidade na prática mediúnica - Parte I


    Qualidade na prática mediúnica - Parte II

    ...

    Palestras - As Crianças Índigo e Cristal

    Download do áudio da palestra (clique aqui)

    Nesta conferência brilhante, Divaldo Franco, médium e orador espírita, enaltece as belezas do zimbório celeste, analisando, principalmente, a luminífera estrela Alcione, da constelação das Plêiades, de onde estão migrando para a Terra, espíritos de alta estirpe, a fim de prepararem o mundo de regeneração. Apresenta-nos interessante documentário acerca das Crianças Ìndigo e Cristal, descrevendo as suas auras, as suas emanações, a missão que desempenham na Terra, a maneira como se comunicam com os demais, seus problemas, dificuldades e como os pais e educadores devem agir para que recebam orientação segura no bem e consigam ser felizes. Divaldo destaca-nos com riqueza de informações e com o dinamismo que lhe é peculiar, os diversos grupos em que esses seres estão divididos, como humanistas, artistas, conceptuais e interdimensionais, baseado em cientistas que se dedicam ao estudo deste momentosos assunto. Aborda pontos interessantes sobre o excelente trabalho da eminente pedagoga e médica Dra. Maria Montessori, recordando, concomitantemente, as experiências de Fröebel, Pestalozzi, Rudolf Steiner, criador da pedagogia Waldorf. Divaldo deixa-nos uma mensagem oportuna, destacando a necessidade das crianças brincarem, de serem tratadas como crianças. Ressalta, também, o dever dos pais educá-las no lar, sem delegar essa tarefa a profissionais remunerados, procurando sempre despertar em suas almas as virtudes que lhes estão em germe. Oferece-nos, ainda, técnicas salutares para o êxito da nobre tarefa da educação infantil.

    Veja também: Palestras de Divaldo Franco, Palestras Espíritas, audiobook, Biografia de Divaldo Franco


    Se preferir, escute a palestra no YouTube

    Biografia de Allan Kardec

    Como biografia de Kardec, narramos o Discurso de Camille Flammarion no funeral do codificador:

    É sob o golpe da dor profunda causada pela partida prematura do venerável fundador da Doutrina Espírita, que abordamos a nossa tarefa, simples e fácil para as sua mãos sábias e experimentadas, mas cujo peso e gravidade nos acabrunhariam se não contássemos com o concurso eficaz dos bons Espíritos e a indulgência dos nossos leitores.

    Quem, entre nós, sem ser taxado de presunçoso, poderia se gabar de possuir o espírito de método e de organização dos quais se iluminam todos os trabalhos do mestre? Sua poderosa inteligência podia concentrar sozinha tantos materiais diversos, e triturá-los, transformá-los, para se derramarem em seguida como orvalho benfazejo, sobre as almas desejosas de conhecerem e de amarem.

    Incisivo, conciso, profundo, sabia agradar e se fazer compreendido, numa linguagem ao mesmo tempo simples e elevada, tão longe do estilo familiar quanto das obscuridades da metafísica.

    Multiplicando-se sem cessar, pudera, até aqui, bastar a tudo. Entretanto, o crescimento diário de suas relações e o desenvolvimento incessante do Espiritismo faziam-lhe sentir a necessidade de acompanhar-se de alguns ajudantes inteligentes, e preparava, simultaneamente, a organização nova da Doutrina e de seus trabalhos, quando nos deixou para ir, num mundo melhor, colher a sanção da missão cumprida, e reunir os elementos de uma nova obra de devotamento e de sacrifício.

    Ele era só!… Chamar-nos-emos legião, e, por fracos e inexperientes que sejamos, temos a íntima convicção de que nos manteremos à altura da situação, se, partindo dos princípios estabelecidos e de uma evidência incontestável, nos fixarmos em executar, tanto quanto nos seja possível, e segundo as necessidades do momento, os projetos de futuro que o próprio Sr. Allan Kardec se propusera cumprir.

    Enquanto estivermos nesse caminho, e que todas as boas vontades se unirem num comum esforço para o progresso intelectual e moral da Humanidade, o Espírito do grande filósofo estará conosco e nos secundará com a sua poderosa influência. Possa ele suprir a nossa insuficiência, e possamos nos tornar dignos de seu concurso, em nos consagrando à obra com tanto devotamento e sinceridade, senão com tanto de ciência e de inteligência!

    Escrevera sobre a sua bandeira estas palavras: Trabalho, solidariedade, tolerância. Sejamos, como ele, infatigáveis; sejamos, segundo os seus desejos, tolerantes e solidários, e não temamos em seguir o seu exemplo repondo vinte vezes entre as mãos os princípios ainda discutidos. Apelamos a todos os concursos, a todas as luzes. Tentaremos avançar com certeza antes que com rapidez, e os nossos esforços não serão infrutíferos, se, como disso estamos persuadidos, e como lhe seremos os primeiros a dar o exemplo, cada um se empenhar em cumprir o seu dever, colocando de lado toda questão pessoal para contribuir ao bem geral.

    Não poderíamos entrar sob auspícios mais favoráveis na nova fase que se abre para o Espiritismo, do que fazendo os nossos leitores conhecerem, num rápido esboço, o que foi, toda a sua vida, o homem íntegro e honrado, o sábio inteligente e fecundo, cuja memória se transmitirá aos séculos futuros, cercada da auréola dos benfeitores da Humanidade.

    Nascido em Lyon, a 3 de outubro de 1804, de uma antiga família que se distinguiu na magistratura e na advocacia, o Sr. Allan Kardec (Hippolyte-Léon-Denizard Rivail) não seguiu essa carreira. Desde sua primeira juventude, sentia-se atraído para o estudo das ciências e da filosofia.





    Educado na Escola de Pestalozzi, em Yverdum (Suíça), tornou-se um dos discípulos mais eminentes desse célebre professor, e um dos zelosos propagadores do seu sistema de educação, que exerceu uma grande influência sobre a reforma dos estudos na Alemanha e na França.

    Dotado de uma inteligência notável e atraído para o ensino pelo seu caráter e as suas aptidões especiais, desde a idade de quatorze anos, ensinava o que sabia àqueles de seus condiscípulos que tinham adquirido menos do que ele. Foi nessa escola que se desenvolveram as idéias que deveriam, mais tarde, colocá-lo na classe dos homens de progresso e dos livres pensadores.

    Nascido na religião católica, mas estudante em um país protestante, os atos de intolerância que ele teve que sofrer a esse respeito, lhe fizeram, em boa hora, conceber a idéia de uma reforma religiosa, na qual trabalhou no silêncio durante longos anos, com o pensamento de chegar à unificação das crenças; mas lhe faltava o elemento indispensável para a solução desse grande problema.

    O Espiritismo veio mais tarde lhe fornecer e imprimir uma direção especial aos seus trabalhos.

    Terminados os seus estudos, veio para a França. Dominando a fundo a língua alemã, traduziu para a Alemanha diferentes obras de educação e de moral, e, o que é característico, as obras de Fénélon, que o seduziram particularmente.

    Era membro de várias sociedades sábias, entre outras da Academie Royale d’Arras, que, em seu concurso de 1831, o premiou por uma dissertação notável sobre esta questão: “Qual é o sistema de estudos mais em harmonia com as necessidades da época?”

    De 1835 a 1840, fundou, em seu domicílio, à rua de Sèvres, cursos gratuitos, onde ensinava química, física, anatomia comparada, astronomia, etc.; empreendimento digno de elogios em todos os tempos, mas sobretudo numa época em que um bem pequeno número de inteligências se aventurava a entrar nesse caminho.

    Constantemente ocupado em tornar atraentes e interessantes os sistemas de educação, inventou, ao mesmo tempo, um método engenhoso para aprender a contar, e um quadro mnemônico da história da França, tendo por objeto fixar na memória as datas dos acontecimentos notáveis e das descobertas que ilustraram cada reinado.

    Entre as suas numerosas obras de educação, citaremos as seguintes: Plano proposto para a melhoria da instrução pública (1828); Curso prático e teórico de aritmética, segundo o método de Pestalozzi, para uso dos professores primários e das mães de família (1829); Gramática Francesa Clássica (1831); Manual dos Exames para os diplomas de capacidade; Soluções arrazoadas das perguntas e problemas de aritmética e de geometria (1846); Catecismo gramatical da língua francesa (1848); Programa de cursos usuais de química, física, astronomia, fisiologia, que ele professava no LYCÉE POLYMATHIQUE; Ditado normal dos exames da Prefeitura e da Sorbonne, acompanhado de Ditados especiais sobre as dificuldades ortográficas (1849), obra muito estimada na época de sua aparição, e da qual, recentemente ainda, se faziam tirar novas edições.

    Antes que o Espiritismo viesse a popularizar o pseudônimo Allan Kardec, como se vê, soube se ilustrar por trabalhos de uma natureza toda diferente, mas tendo por objeto esclarecer as massas e ligá-las mais à sua família e ao seu país.

    “Por volta de 1855, desde que duvidou das manifestações dos Espíritos, o Sr. Allan Kardec entregou-se a observações perseverantes sobre esse fenômeno, e se empenhou principalmente em deduzir-lhe as conseqüências filosóficas. Nele entreviu, desde o início, o princípio de novas leis naturais; as que regem as relações do mundo visível e do mundo invisível; reconheceu na ação deste último uma das forças da Natureza, cujo conhecimento deveria lançar luz sobre uma multidão de problemas reputados insolúveis, e compreendeu-lhe a importância do ponto de vista religioso.

    “As suas principais obras sobre essa matéria são: O Livro dos Espíritos, para a parte filosófica e cuja primeira edição apareceu em 18 de abril de 1857; O Livro dos Médiuns, para a parte experimental e científica (janeiro de 1861); O Evangelho Segundo o Espiritismo, para a parte moral (abril de 1864); O Céu e o Inferno, ou a Justiça de Deus segundo o Espiritismo (agosto de 1865); A Gênese, os Milagres e as Predições (janeiro de 1868); a Revista Espírita, jornal de estudos psicológicos, coletânea mensal começada em 1º de janeiro de 1858. Fundou em Paris, a 1º de abril de 1858, a primeira Sociedade espírita regularmente constituída, sob o nome de Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, cujo objetivo exclusivo era o estudo de tudo o que pode contribuir para o progresso desta nova ciência. O Sr. Allan Kardec nega a justo título de nada ter escrito sob a influência de idéias preconcebidas ou sistemáticas; homem de um caráter frio e calmo, ele observou os fatos, e de suas observações deduziu as leis que os regem; no primeiro deu a teoria e nele formou um corpo metódico e regular.

    “Demonstrando que os fatos falsamente qualificados de sobrenaturais estão submetidos a leis, ele os faz entrar na ordem dos fenômenos da Natureza, e destrói assim o último refúgio do maravilhoso, e um dos elementos da superstição.

    “Durante os primeiros anos, em que se duvidou dos fenômenos espíritas, essas manifestações foram antes um objeto de curiosidade; O Livro dos Espíritos fez encarar a coisa sob qualquer outro aspecto; então abandonaram-se as mesas girantes que não foram senão um prelúdio, e que se reunia a um corpo de doutrina que abarcava todas as questões que interessam à Humanidade.

    “Do aparecimento de O Livro dos Espíritos data a verdadeira fundação do Espiritismo, que, até então, não possuía senão elementos esparsos sem coordenação, e cuja importância não pudera ser compreendida por todo o mundo; a partir desse momento, também, a doutrina fixa a atenção dos homens sérios e toma um desenvolvimento rápido. Em poucos anos, essas idéias acharam numerosos adeptos em todas as classes da sociedade e em todos os países. Esse sucesso, sem precedente, liga-se sem dúvida às simpatias que essas idéias encontraram, mas deveu-se também, em grande parte, à clareza, que é um dos caracteres distintivos dos escritos de Allan Kardec.

    “Abstendo-se de fórmulas abstratas da metafísica, o autor soube se fazer ler sem fadiga, condição essencial para a vulgarização de uma idéia. Sobre todos os pontos controvertidos, sua argumentação, de uma lógica fechada, ofereceu pouca disputa à refutação e pre-dispôs à convicção. As provas materiais que o Espiritismo dá da existência da alma e da vida futura tendem à destruição das idéias materialistas e panteístas. Um dos princípios mais fecundos dessa doutrina, e que decorre do precedente, é o da pluralidade das existências, já entrevisto por uma multidão de filósofos, antigos e modernos, e nestes últimos tempos por Jean Reynaud, Charles Fourier, Eugène Sue e outros; mas permanecera no estado de hipótese e de sistema, ao passo que o Espiritismo demonstra-lhe a realidade e prova que é um dos atributos essenciais da Humanidade. Desse princípio decorre a solução de todas as anomalias aparentes da vida humana, de todas as desigualdades intelectuais, morais e sociais; o homem sabe, assim, de onde veio, para onde vai, e por que fim está sobre a Terra, e porque sofre.

    “As idéias inatas se explicam pelos conhecimentos adquiridos nas vidas anteriores; a marcha dos povos e da Humanidade, pelos homens dos tempos passados que revivem depois de terem progredido; as simpatias e as antipatias, pela natureza das relações anteriores; essas relações, que ligam a grande família humana de todas as épocas, dão por base as próprias leis da Natureza, e não mais uma teoria, aos grandes princípios da fraternidade, da igualdade, da liberdade e da solidariedade universal.

    “Em lugar do princípio: Fora da Igreja não há salvação, que entretém a divisão e a animosidade entre as diferentes seitas, e que fez derramar tanto sangue, o Espiritismo tem por máxima: Fora da Caridade não há salvação, quer dizer, igualdade entre os homens diante de Deus, a tolerância, a liberdade de consciência e a benevolência mútua.

    “Em lugar da fé cega que anula a liberdade de pensar, ele diz: Não há fé inquebrantável senão aquela que pode olhar a razão face a face em todas as épocas da Humanidade. À fé é necessária uma base, e essa base é a inteligência perfeita daquilo que se deve crer; para crer não basta ver, é necessário, sobretudo, compreender. A fé cega não é mais deste século; ora, é precisamente o dogma da fé cega que faz hoje o maior número de incrédulos, porque ela quer se impor e exige a adição de uma das mais preciosas faculdades do homem: o raciocínio e o livre arbítrio.” (O Evangelho Segundo o Espiritismo.)

    Trabalhador infatigável, sempre o primeiro e o último no trabalho, Allan Kardec sucumbiu, no dia 31 de março de 1869, em meio dos preparativos para uma mudança de local, necessitada pela extensão considerável de suas múltiplas ocupações. Numerosas obras que estavam no ponto de terminar, ou que esperavam o tempo oportuno para aparecerem, virão um dia provar mais ainda a extensão e a força de suas convicções.

    Morreu como viveu, trabalhando. Há muitos anos, sofria de uma doença do coração, que não podia ser combatida senão pelo repouso intelectual e uma certa atividade material; mas inteiramente dedicado à sua obra, recusava-se a tudo o que podia absorver um dos seus instantes, às expensas de suas ocupações prediletas. Nele, como em todas as almas fortemente temperadas, a lâmina gastou a bainha.

    O corpo se lhe tornava pesado e lhe recusava os seus serviços, mas o seu Espírito, mais vivo, mais enérgico, mais fecundo, estendia sempre mais o círculo de sua atividade.

    Nessa luta desigual, a matéria não poderia resistir eternamente. Um dia ela foi vencida; o aneurisma se rompeu, e Allan Kardec caiu fulminado. Um homem faltava à Terra; mas um grande nome tomava lugar entre as ilustrações deste século, um grande Espírito ia se retemperar no Infinito, onde todos aqueles que ele consolara e esclarecera esperavam impacientemente a sua chegada!

    “A morte, disse ele ainda recentemente, a morte bate com golpes redobrados nas classes ilustres!… A quem virá agora libertar?”

    Ele veio, junto a tantos outros, se retemperar no espaço, procurar novos elementos para renovar o seu organismo usado numa vida de labores incessantes. Partiu com aqueles que serão os faróis da nova geração, para retornar logo com eles para continuar e terminar a obra deixada em mãos devotadas.

    O homem aqui não mais está, mas a alma permanece entre nós; é um protetor seguro, uma luz a mais, um trabalhador infatigável do qual se acresceram as falanges do espaço. Como sobre a Terra, sem ferir ninguém, saberá fazer ouvir a cada um os conselhos convenientes; temperará o zelo prematuro dos ardentes, secundará os sinceros e os desinteressados, e estimulará os tíbios. Ele vê, sabe hoje tudo o que previra recentemente ainda! Não está mais sujeito nem às incertezas, nem aos desfalecimentos, e nos fará partilhar a sua convicção em nos fazendo tocar o dedo no objetivo, em nos designando o caminho, nessa linguagem clara, precisa, que dele fez um tipo nos anais literários.

    O homem aqui não mais está, nós o repetimos, mas Allan Kardec é imortal, e a sua lembrança, os seus trabalhos, o seu Espírito, estarão sempre com aqueles que tiverem, firme e altamente, a bandeira que ele sempre soube respeitar.

    Uma individualidade poderosa constituiu a obra; era o guia e a luz de todos. A obra, sobre a Terra, nos terá o lugar do indivíduo. Não se reunirá mais ao redor de Allan Kardec: reunir-se-á ao redor do Espiritismo tal como o constituiu, e, pelos seus conselhos, sob a sua influência, avançaremos a passos certos para as fases felizes prometidas à Humanidade regenerada.

    (Revista Espírita, maio de 1869).

    Material extraído do site www.obraspostumas.com

    Jesus fala aos Mártires das Arenas Romanas

    Facinante vídeo, transcrito do livro Há dois mil anos, referente a palestra de Nosso Senhor Jesus Cristo aos primeiros mártires das arenas romanas. Perceba nesse vídeo o quanto ele falava dos fatos que ocorreriam até a regeneração da humanidade, o que lembra muito o apocalipse de João Evangelista.

    Baixe esse vídeo em formato ZIP: 14,6 mb (clique aqui)
    Mais sobre o livro nesse link: Há 2000 Anos


    Grandes vultos da humanidade

    Essa página é dedicada a grandes espíritas
    Pretendo complementa-la aos poucos, e gradualmente.

    Francisco Cândido Xavier - Chico Xavier - Completista
    Francisco Cândido Xavier - Chico Xavier


    Quem é Chico Xavier Clique aqui

    Bezerra de Menezes - O médico dos pobres
    Bezerra de Menezes


    Quem é Bezerra de Menezes Clique aqui

    Allan Kardec - O Codificador

    Allan Kardec

    Quem é Allan Kardec Clique aqui

    Divaldo Franco - O Semador de estrelas

    Quem é Divaldo Franco Clique aqui

    GRANDES ESPIRITAS

    Bezerra de Menezes

    Bezerra de MenezesFaça o Download da maravilhosa palestra de Nazareno Feitosa sobre o Baluarte (sustentáculo) do Espiritismo no Brasil, Bezerra de Menezes (Clique Aqui)





    Bezerra de Menezes - O filme



    Biografia de Bezerra de Menezes

    Pelo site http://www.espiritismogi.com.br.
    Adolfo Bezerra de Menezes nasceu na antiga Freguesia do Riacho do Sangue (hoje Jaguaretama), no Estado do Ceará, no dia 29 de agosto de 1831, desencarnando no Rio da Janeiro, no dia 11 de abril de 1900.
    No ano de 1838 entrou para a escola pública da Vila do Frade, onde, em dez meses apenas, preparou-se, suficientemente, até onde dava os conhecimentos do professor que dirigia a primeira fase de sua educação. Muito cedo revelou a sua fulgurante inteligência, pois aos 11 anos de idade iniciava o curso de Humanidades e, aos 13 anos, conhecia tão bem o latim que ele próprio o ministrava aos seus companheiros, substituindo o professor da classe em seus impedimentos.
    Seu pai, o capitão das antigas milícias e tenente- coronel da Guarda Nacional, Antônio Bezerra de Menezes, homem severo, de honestidade a toda prova e de ilibado caráter, tinha bens de fortuna em fazendas de criação. Com a política, e por efeito do seu bom coração, que o levou a dar abonos de favor a parentes e amigos, que o procuravam para explorar- lhe os sentimentos de caridade, comprometeu aquela fortuna. Percebendo, porém, que seus débitos igualavam seus haveres, procurou os credores e lhes propôs entregar tudo o que possuía, o que era suficiente para integralizar a dívida. Os credores, todos seus amigos, recusaram a proposta, dizendo- lhe que pagasse como e quando quisesse.
    O velho honrado insistiu; porém, não conseguiu demover os credores sobre essa resolução, por isso deliberou tornar- se mero administrador do que fora sua fortuna, não retirando dela senão o que fosse estritamente necessário para a manutenção da sua família, que assim passou da abastança às privações.
    Animado do firme propósito de orientar- se pelo caráter íntegro de seu pai, Bezerra de Menezes, com minguada quantia que seus parentes lhe deram, e animado do propósito de sobrepujar todos os óbices, partiu para o Rio de Janeiro a fim de seguir a carreira que sua vocação lhe inspirava: a Medicina.
    Em novembro de 1852, ingressou como praticante interno no Hospital da Santa Casa de Misericórdia. Doutorou- se em 1856 pela Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, defendendo a tese "Diagnóstico do Cancro". Nessa altura abandonou o último patronímico, passando a assinar apenas Adolfo Bezerra de Menezes. A 27 de abril de 1857, candidatou-se ao quadro de membros titulares da Academia Imperial de Medicina, com a memória "Algumas Considerações sobre o Cancro encarado pelo lado do Tratamento". O parecer foi lido pelo relator designado, Acadêmico José Pereira Rego, a 11 de maio de 1857, tendo a eleição se efetuado a 18 de maio do mesmo ano e a posse a 1.o. de junho. Em 1858 candidatou- se a uma vaga de lente substituto da Secção de Cirurgia da Faculdade de Medicina. Por intercessão do mestre Manoel Feliciano Pereira de Carvalho, então Cirurgião- Mor do Exército, Bezerra de Menezes foi nomeado seu assistente, no posto de Cirurgião- Tenente.
    Eleito vereador municipal pelo Partido Liberal, em 1861, teve sua eleição impugnada pelo chefe conservador Haddock Lobo, sob a alegação de ser medico militar. Com o objetivo de servir o seu partido, que necessitava dele para ter maioria na Câmara, resolveu afastar-se do Exército. Em 1867, foi eleito Deputado Geral, tendo ainda figurado numa lista tríplice para uma carreira no Senado.
    Quando político, levantaram-se contra ele, a exemplo do que sucede com todos os políticos honestos, rudes campanhas de injuria, cobrindo seu nome de impropérios entretanto, a prova da pureza de sua alma, deu-a, quando deliberou abandonar a vida publica e dedicar-se aos pobres, repartindo com os necessitados o pouco que possuía. Corria sempre ao casebre do pobre onde houvesse um mal a combater, levando ao aflito o conforto de sua palavra de bondade, o recurso da sua profissão de médico e o auxilio da sua bolsa minguada e generosa.
    Afastado interinamente da atividade política, dedicou-se a empreendimentos empresariais criou a Companhia Estrada de Ferro Macaé/Campos, na então província do Rio de Janeiro. Posteriormente, empenhou-se na construção da via férrea de Santo Antônio de Pádua, pretendendo levá-la ate o Rio Doce, desejo que não conseguiu realizar. Foi um dos diretores da Companhia Arquitetônica que, em 1872 abriu o Boulevard 28 de Setembro , no então bairro de Vila Isabel. Em 1875, foi presidente da Companhia Carril de São Cristóvão. Voltando a política, foi eleito vereador em 1876, exercendo o mandato ate 1880. Foi ainda presidente da Câmara e Deputado Geral pela Província do Rio de Janeiro, no ano de 1880.
    O Dr. Carlos Travassos havia empreendido a primeira tradução das obras de Allan Kardec e levara a bom termo a versão portuguesa de "O Livro dos Espíritos". Logo que esse livro saiu do prelo levou um exemplar ao deputado Bezerra de Menezes, entregando- o com dedicatória. O episódio foi descrito do seguinte modo pelo futuro Médico dos Pobres: "Deu- mo na cidade e eu morava na Tijuca, a uma hora de viagem de bonde. Embarquei com o livro e, como não tinha distração para a longa viagem, disse comigo: ora, adeus! Não hei de ir para o inferno por ler isto... Depois, é ridículo confessar- me ignorante desta filosofia, quando tenho estudado todas as escolas filosóficas. Pensando assim, abri o livro e prendi- me a ele, como acontecera com a Bíblia. Lia. Mas não encontrava nada que fosse novo para meu Espírito. Entretanto, tudo aquilo era novo para mim!... Eu já tinha lido ou ouvido tudo o que se achava no "O Livro dos Espíritos". Preocupei- me seriamente com este fato maravilhoso e a mim mesmo dizia: parece que eu era espírita inconsciente, ou, mesmo como se diz vulgarmente, de nascença".
    Demonstrada a sua capacidade literária no terreno filosófico, que pelas replicas, quer pelos estudos doutrinários, a Comissão de Propaganda da União Espirita do Brasil incumbiu Bezerra de Menezes de escrever, aos domingos, no O Paiz , tradicional órgão da imprensa brasileira, dirigido por Quintino Bocaiúva, uma serie de artigos sob o titulo O Espiritismo - Estudos Filosóficos . Os artigos de Max , pseudônimo de Bezerra de Menezes, marcaram a época de ouro da propaganda espirita no Brasil. Esses artigos foram publicados, ininterruptamente, de 1886 a 1893.
    Da bibliografia de Bezerra de Menezes, antes e após a sua conversão do Espiritismo, constam os seguintes trabalhos: "A Escravidão no Brasil e as medidas que convém tomar para extingui-la sem dano para a Nação", "Breves considerações sobre as secas do Norte", "A Casa Assombrada", "A Loucura sob Novo Prisma", "A Doutrina Espírita como Filosofia Teogônica", "Casamento e Mortalha", "Pérola Negra", "Lázaro -- o Leproso", "História de um Sonho", "Evangelho do Futuro". Escreveu ainda várias biografias de homens célebres, como o Visconde do Uruguai, o Visconde de Carvalas, etc. Foi um dos redatores de "A Reforma", órgão liberal da Corte, e redator do jornal "Sentinela da Liberdade".
    No dia 16 de agosto de 1886, um auditório de cerca de duas mil pessoas da melhor sociedade enchia a sala de honra da Guarda Velha, na rua da Guarda Velha, atual Avenida 13 de Maio, no Rio de Janeiro, para ouvir em silêncio, emocionado, atônito, a palavra sábia do eminente político, do eminente médico, do eminente cidadão, do eminente católico, Dr. Bezerra de Menezes, que proclamava a sua decidida conversão ao Espiritismo.
    Bezerra de Menezes tinha o encargo de medico como verdadeiro sacerdócio por isso, dizia: Um medico não tem o direito de terminar uma refeição, nem de escolher hora, nem de perguntar se e´ longe ou perto, quando um aflito qualquer lhe bate a porta. O que não acode por estar com visitas, por ter trabalhado muito e achar-se fatigado, ou por ser alta noite, mau o caminho ou o tempo, ficar longe ou no morro o que, sobretudo, pede um carro a quem não tem com que pagar a receita, ou diz a quem chora a porta que procure outro, esse não e´ medico, e´ negociante de medicina, que trabalha para recolher capital e juros dos gastos da formatura. Esse e´ um infeliz, que manda para outro o anjo da caridade que lhe veio fazer uma visita e lhe trazia a única esportula que podia saciar a sede de riqueza do seu Espirito, a única que jamais se perdera nos vais-e-vens da vida.
    No ano de 1883, reinava um ambiente francamente dispersivo no seio do Espiritismo no Brasil, e os que dirigiam os núcleos espiritas do Rio de Janeiro sentiam a necessidade de uma união mais estreita e indestrutível.
    Os Centros Espiritas, onde se ministrava a Doutrina, trabalhavam de forma autônoma. Cada um deles exercia sua atividade em um determinado setor, despreocupado em conhecer as atividades dos demais. Esse estado de coisas levou-os a fundação da Federação Espirita Brasileira (FEB).
    Nessa época, já existiam muitas sociedades espiritas, porem as únicas que mantinham a hegemonia eram quatro: a Acadêmica, a Fraternidade, a União Espirita do Brasil e a Federação Espirita Brasileira. Entretanto, logo surgiram entre elas rivalidades e discórdias. Sob os auspícios de Bezerra de Menezes, e acatando importantes instruções, dadas por Allan Kardec, através do médium Frederico Júnior, foi fundado o famoso Centro Espirita porem nem por isso deixava Bezerra de dar a sua cooperação a todas as outras instituições.
    O entusiasmo dos espíritas logo se arrefeceu, e o velho seareiro se viu desamparado dos seus companheiros, chegando a ser o único freqüentador do Centro. A cisão era profunda entre os chamados "místicos" e "científicos", ou seja, espíritas que aceitavam o Espiritismo em seu aspecto religioso, e os que o aceitavam simplesmente pelo lado científico e filosófico.
    Em 1893, a convulsão provocada no Brasil pela Revolta da Armada, ocasionou o fechamento de todas as sociedades espíritas ou não. No Natal do mesmo ano Bezerra encerrou a série de "Estudos Filosóficos" que vinha publicando no "O Paiz".
    Em 1894, o ambiente demonstrou tendências de melhora e o nome de Bezerra foi lembrado como o único capaz de unificar a família espírita. O infatigável batalhador, com 63 anos de idade, assumiu a presidência da Federação Espirita Brasileira.
    Iniciava- se o ano de 1900, e Bezerra de Menezes foi acometido de violento ataque de congestão cerebral, que o prostrou no leito, de onde não mais se levantaria.
    Verdadeira romaria de visitantes acorria à sua casa. Ora o rico, ora o pobre, ora o opulento, ora o que nada possuía.
    Ninguém desconhecia a luta tremenda em que se debatia a família do grande apóstolo do Espiritismo. Todos conheciam suas dificuldades financeiras, mas ninguém teria a coragem de oferecer fosse o que fosse, de forma direta. Por isso, os visitantes depositavam suas espórtulas, delicadamente, debaixo do seu travesseiro. No dia seguinte, a pessoa que lhe foi mudar as fronhas, surpreendeu- se por ver ali desde o tostão do pobre até a nota de duzentos mil reis do abastado!...
    Desencarnou em 11 de abril de 1900. Ocorrida a sua desencarnação, verdadeira peregrinação demandou sua residência a fim de prestar- lhe a última visita.
    No dia 17 de abril, promovido por Leopoldo Cirne, reuniram- se alguns amigos de Bezerra, a fim de chegarem a um acordo sobre a melhor maneira de amparar a sua família, tendo então sido formada uma comissão que funcionou sob a presidência de Quintino Bocaiúva, senador da República, para se promover espetáculos e concertos, em benefício da família daquele que mereceu o cognome de "Kardec Brasileiro".
    Digno de registro foi um caso sucedido com o Dr. Bezerra de Menezes, quando ainda era estudante de Medicina. Ele estava em sérias dificuldades financeiras, precisando da quantia de cinqüenta mil réis (antiga moeda brasileira), para pagamento das taxas da Faculdade e para outros gastos indispensáveis em sua habitação, pois o senhorio, sem qualquer contemplação, ameaçava despejá-lo.
    Desesperado -- uma das raras vezes em que Bezerra se desesperou na vida -- e como não fosse incrédulo, ergueu os olhos ao Alto e apelou a Deus.
    Poucos dias após bateram- lhe à porta. Era um moço simpático e de atitudes polidas que pretendia tratar algumas aulas de Matemática.
    Bezerra recusou, a princípio, alegando ser essa matéria a que mais detestava, entretanto, o visitante insistiu e por fim, lembrando- se de sua situação desesperadora, resolveu aceitar.
    O moço pretextou então que poderia esbanjar a mesada recebida do pai, pediu licença para efetuar o pagamento de todas as aulas adiantadamente. Após alguma relutância, convencido, acedeu. O moço entregou- lhe então a quantia de cinqüenta mil réis. Combinado o dia e a hora para o início das aulas, o visitante despediu- se, deixando Bezerra muito feliz, pois conseguiu assim pagar o aluguel e as taxas da Faculdade. Procurou livros na biblioteca pública para se preparar na matéria, mas o rapaz nunca mais apareceu.
    No ano de 1894, em face das dissensões reinantes no seio do Espiritismo brasileiro, alguns confrades, tendo à frente o Dr. Bittencourt Sampaio, resolveram convidar Bezerra a fim de assumir a presidência da Federação Espírita Brasileira.
    Em vista da relutância dele em assumir aquele espinhoso encargo, travou- se a seguinte conversação:
    -- Querem que eu volte para a Federação. Como vocês sabem aquela velha sociedade está sem presidente e desorientada. Em vez de trabalhos metódicos sobre Espiritismo ou sobre o Evangelho, vive a discutir teses bizantinas e a alimentar o espírito de hegemonia.
    -- O trabalhador da vinha, disse Bittencourt Sampaio, é sempre amparado. A Federação pode estar errada na sua propaganda doutrinária, mas possui a Assistência aos Necessitados, que basta por si só para atrair sobre ela as simpatias dos servos do Senhor.
    -- De acordo. Mas a Assistência aos Necessitados está adotando exclusivamente a Homeopatia no tratamento dos enfermos, terapêutica que eu adoto em meu tratamento pessoal, no de minha família e recomendo aos meus amigos, sem ser, entretanto, médico homeopata. Isto aliás me tem criado sérias dificuldades, tornando- me um médico inútil e deslocado que não crê na medicina oficial e aconselha a dos Espíritos, não tendo assim o direito de exercer a profissão.
    -- E por que não te tornas médico homeopata? disse Bittencourt.
    -- Não entendo patavinas de Homeopatia. Uso a dos Espíritos e não a dos médicos.
    Nessa altura, o médium Frederico Júnior, incorporando o Espírito de S. Agostinho, deu um aparte:
    -- Tanto melhor. Ajudar-te-emos com maior facilidade no tratamento dos nossos irmãos.
    -- Como, bondoso Espírito? Tu me sugeres viver do Espiritismo?
    -- Não, por certo! Viverás de tua profissão, dando ao teu cliente o fruto do teu saber humano, para isso estudando Homeopatia como te aconselhou nosso companheiro Bittencourt. Nós te ajudaremos de outro modo: Trazendo- te, quando precisares, novos discípulos de Matemática . . .

    BEZERRA DE MENEZES

    Chico Xavier

    Chico_XavierVeja também: Palestra: Vida e obra de Chico Xavier, Palestras Espíritas, Todas as postagens, Site externo muito completo sobre o Chico

    O que se queira falar de bem sobre Chico Xavier seria pouco para descreve-lo.

    Chico desempenhou uma sublime missão nesse planeta sendo ponte de informações trazidas pelos amigos espirituais até nós mas, segundo eu acredito, a principal lembrança que nos deixou após seu desencarne em 2002 foi de um homem humilde como meia dúzia de homens que pisaram na abobada terrestre. Um homem caridoso e sorridente que psicografou milhares de mensagens para almas desejosas de consolo e até sua morte 412 livros vieram ao mundo graças as suas abnegadas mãos tendo vendido por volta de 30 milhões de exemplares.

    Embora ele trabalhasse muito não encarava o fruto do seu trabalho como sendo de direito dele, do que recebia devido a mediunidade nada mantinha consigo, ao invés disso, distribuía entre os pobres e as instituições.

    Chico foi o verdadeiro apóstolo de Jesus que a nossa geração teve a honra de conhecer e por isso eu agradeço ao Mestre Nazareno e rogo lhe que não deixes o mundo nosso vazio de estrelas como Chico, embora não seja justo querer manter uma estrela oculta no lamaçal de um mundo de expiações e provas.

    Obrigado Chico, obrigado Mestre e obrigado Deus por ensinar aos pecadores.

    Segundo nos contam alguns oradores Chico falava com espíritos celestes e como sabemos o espírito de Emmanuel era seu guia e mentor.

    Video de lancamento do Instituto Chico Xavier





    Mais informações sobre o amado Chico você encontra em diversos livros ou no link Biografia de Chico Xavier, cedida pala federação espírita brasileira.

    Especial Chico Xavier - SBT Reporter - Parte 1



    Especial Chico Xavier - SBT Reporter - Parte 2



    Especial Chico Xavier - SBT Reporter - Parte 3



    Especial Chico Xavier - SBT Reporter - Parte 4



    Despedida à Chico Xavier no fantástico


    Francisco Cândido Xavier - Chico Xavier

    Vídeo Clip Espírita

    Jesus fala aos Mártires das Arenas Romanas




    Mensagem, União Inquebrantável




    Pai Nosso



    O Médium Francisco Cândido Xavier psicografou este lindo Pai Nosso ditado pelo Espírito José Silvério Horta (Monsenhor Horta) em uma das reuniões da Comunhão Espírita Cristã de Uberaba -- Minas Gerais - Brasil. Musicado por Sonekka em 2007.

    Linda Mensagem de reflexão



    Que Deus não permita que eu perca o ROMANTISMO, mesmo sabendo que as rosas não falam...


    VIDEO CLIP ESPIRITA

    Orações na voz de Chico Xavier